Para o DR. PEDRO DO NASCIMENTO
I-) ...(“..................................., há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.”)...
II-) ...(“Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...”)...
III-) ...(“Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.”)...
IV-) ...(“Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.”)
FERNANDO PESSOA
V-) – (“O todo sem a parte não é todo;
A parte sem o todo não é parte:”)...
GREGÓRIO DE MATOS
...Enquanto estás, onde? E, com quem? – Não sei...
Nem sei, querer saber. Só, me... Sabendo,
Não querendo querer, (Mas, te querendo!)
Doo-me-te, em... Poemas! E, oh!, gestei...
Mais este, à luz! (Se, querem ser...) E às Leis,
Nada há que impeça-os... existir. E, em sendos,
Mesmo de mim... no Pelourin... Nascendos,
Têm seus porquês: serão... quaisquer? Ou, reis?...
São... minha alma. E são... meu sangue. (Ardentes!)
São... meu AMOR: de Amante, e Mãe. (Corujas!)
Como... o não ser? Se eu colho tuas... Sementes!
Pra mais me inseminar... mais, mais, me fujas?...
(E, hajam... Conceptos: Neutros?... Cépticos?... Crentes?...
De índoles: Doentes?... Néscias?... Limpas?... Sujas?...)
...Quando, eu deixar... (Neste, e demais Ambientes,)
Meus... Mantos Reais: rastros... cascas... (Somentes.)
Todos, pra trás... (E, quão... Solenementes!)
Tal qual... – Rainhas!... – Caracois!... – Serpentes!...
Dos... pós despir-me, a sós... Paixões! (Vãs? Intrujas?)
Se um brilho houver... (Sobre, e, principalmente,)
Nos que são nossos... (ou, desta Aura presente)
Qualquer fulgir... - SABES QUE É TEU! (- Refuljas!)
Nos... Acrescer! Nos, nos... Multiplicas-mos (*)
Nos... Somos-Formos: só... Figurações:
- Descasos, e Desdéns! X Pleonasmos!...
(Acaso, um... Caso?...) - ...Ocasos: OCASIÕES
Que, dei-te... – Aqui!... (Nos desvairar... de Erasmos!... (*)
- VE-TA-DAS.) – E... Éras... mos!... – (Sem... Consumação?...) (*)
- São destes plasmas... Que plasmo, os meus... !?!?!?...
- (Plasmos.)
E, após... (Este, é o já Quarto!) – Poderão,
Vir-nos, outras proles, mais?... – Sim!... – Talvez... – Não:
Nos teus, me ver!... (cada vez, mais... Fantasmos,)
Dás-me, Embriões!... (Mas, negas-lhes... Entusiasmos.).............
...Bem, - de qualquer forma: se, Subo!... se, desço... –
Por tudo! E pouco! E nada! – Ah!... Te agradeço:
Tive – estes... Sonhos! Dores! Partos! Filhos!... – avessos:
Do só... Puro-Espiritual!!! - : (És-me... Arremessos!
Muso! E... Nirvanas!) – Reascendida!... Em... Pasmos!...
(E, piegas???) - Em Cios! Em Chamas! Em Crias! - CRESÇO!!!
- Sentindo... múltiplos, simultâneos... !?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?..........
- (Orgasmos.)
Clotilde Sampaio
(Observação:
(*) – Multiplicas-mos = relativo ao “multiplicai-vos” de “Crescei e multiplicai-vos”, frase Bíblica, dita por Jesus no “Novo Testamento”, e ainda fusão-síntese: multiplicas-multiplicarmos.
(*) – Erasmos = loucuras; relacionada ou derivada de “O Elogio da Loucura” de Erasmo de Rotterdã.
(*) – Éras... mos = fuso-síntese: eras-éramos (verbo Ser Imperfeito) relacionada com... erasmos = loucuras.)
Largo do Pelourinho, 20/03/1991.
(quarta-feira – entre 15:40 a 17:10 horas)
*Revisão, Salvador, 17 de maio de 1991, sexta-feira,
Dia do meu aniversário! 11 aninhos! (após os... 40.)
- Estou quase menina-moça outra vez! Não achas? Ou o que achas?
MORAL DESTE POEMA: - (Ainda, em fase alquímica, ou metamórfica, ou seja, a da transformação da lagarta, em BORBOLETA, (que seria o ideal) ou, de pelo menos, a de gerino em SAPO. (O que, para mim, neste caso: MAMÃE-SAPA, seria o ideal também.)
Clotilde Sampaio