(“. . . . . . . . . . . Ah! Como é feio o
mundo,
E os homens vãos ! - . . . . . . . . . . . . . . . .
“)
FLORBELA ESPANCA
Para o Doutor Procurador da Cidade do Salvador
Prostituições... Abortos... Toxicômanos... Crimes...
Que
horror!... E eu sem saber... Nada, nada, entendi...
Das
sujas pretensões com que Alguém foi pra ali...
Bem
mais podres até... Que a má
fama do Themis.
(Total
vedar-se à LUZ... Sob tela de vime!)
Por
mim... Não vejo mais que só o
Edifício em si...
Se
bi-subi-lhe ao topo, e de mal nada vi...
Francamente! É porque, não jogo nesse time.
Não
de um modo. E nem do outro, o
Doutor conseguiu
Convencer-me,
ou... Vencer-me. E, por tal gabarito,
Face à
fera invencível, faz-se até... Vencedor!
Quis caçar-te
a cabeça. (Jívara que sou). Do cio,
Sou levada
e elevada ao mais alto infinito!...
Temer
o Themis... Eu?... Eis com quem ando: o AMOR!
Clô Sampaio
Brotas, Salvador, 31/12/1988. -
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