sábado, 3 de janeiro de 2015

EDIFÍCIO THEMIS



                (“. . . . . . . . . . . Ah! Como é feio o mundo,
                E os homens vãos ! - . . . . . . . . . . . . . . . . “)
                                FLORBELA ESPANCA

       Para o Doutor Procurador da Cidade do Salvador


     Prostituições... Abortos... Toxicômanos... Crimes...
     Que horror!... E eu sem saber... Nada, nada, entendi...
     Das sujas pretensões com que Alguém foi pra ali...
     Bem mais podres até... Que a má fama do Themis.

     (Total vedar-se à LUZ... Sob tela de vime!)
     Por mim... Não vejo mais que só o Edifício em si...
     Se bi-subi-lhe ao topo, e de mal nada vi...
     Francamente!  É porque, não jogo nesse time.

     Não de um modo. E nem do outro, o Doutor conseguiu
     Convencer-me, ou... Vencer-me. E, por tal gabarito,
     Face à fera invencível, faz-se até... Vencedor!

     Quis caçar-te a cabeça. (Jívara que sou). Do cio,
     Sou levada e elevada ao mais alto infinito!...
     Temer o Themis... Eu?... Eis com quem ando: o AMOR!

                                      Clô Sampaio
           
                              Brotas, Salvador, 31/12/1988. -


Nenhum comentário:

Postar um comentário