Aoud,
Meu amor,
Aos teus: egoísmo, fingimentos,
preconceitos, desprezos, ódios, desnaturamento, e etcs, etcs, etcs; às tuas: máscaras, mentiras,
chantagens, hipocrisias, covardia, injustiças, calúnias, desumanidade,
canalhices, baixezas, e etcs, etcs,
etcs, eu respondo com amor, com poesia, e... se preciso, com baixezas também.
Pois, meu querido, tudo o que você já fez, está fazendo, ou pretende fazer
contra mim, contra os nossos filhos, e contra o infinito e indestrutível amor
que sinto por você, você está fazendo para você mesmo, para os outros teus
filhos, e principalmente para as tuas filhas e as tuas netas. Ou será que você
é tão cego, tão insensível, e tão ignorante que não enxerga, não sente, nem
acredita que existe uma Lei Divina tomando conta, julgando, e punindo todos os
nossos maus atos? Mas, saiba que, quer você queira ou não, ela existe. E eu
quero estar bem viva, e bem lúcida, para poder assistir e apreciar o teu
ajustamento de contas com Deus. Porque, que você vai pagar, mais cedo ou mais
tarde, de um jeito ou de outro, por bem ou por mal, tudo o que você deve aos
teus filhos e a mim, isso vai. Ora, se vai! E como vai!! E bonitinho,
bonitinho, e bem caprichadinho mesmo. Porque tudo o que você plantou e está
plantando, inevitavelmente, (assim como já está colhendo) você vai ter que
colher. E o mal nunca venceu o Bem, meu amor. E quem semeia ventos, colhe
tempestades. E, no fim, o feitiço vira-se sempre contra o feiticeiro, o tiro
sai pela culatra, e quem ri por último, ri melhor. Portanto,
É PERDER TEMPO
Meu amor,
É potente demais,
Este amor que te dou:
Ele nunca cedeu
Nem curvou-se jamais,
A quem o ameaçou.
Veja bem que este amor resistiu
Ao ciúmes, solidão, saudades,
Ao mais fundo e impreenchível
vazio,
Ao desprezo, injustiças,
ansiedades,
Ao relento, à chuva, ao vento,
ao frio,
Terremotos, tufões, tempestades.
Às calúnias, grosserias, e
injúrias
Dos teus baixos e reles
sentimentos.
Enfim, todas as mais violentas
fúrias
Dos mais prepotenciais
elementos,
E por mais pretensões más que
tenhas,
Atacar-me, meu bem, É PERDER
TEMPO.
Porque em mim, em sentido geral
Não vai ser nem este vendaval
Nem esta dor fenomenal
Quem vai tirar-me do nor-mal.
Pois este meu amor por ti, amor,
É mesmo ALGO MUITO ESPECIAL.
Meu querido, na justiça dos homens,
pode haver falhas. E você, com o dinheiro que tem, pode comprar testemunhas e
circusntâncias falsas, e, pelo menos temporária e ilusoriamente, levar a
melhor. Mas, a Justiça Divina, meu amor, esta é soberana, absoluta, e perfeita,
e nesta, por mais dinheiro, posição social, e amigos importantes e influentes
que você tenha, e por mais corrupções que haja por aí, nesta não há
quebra-galhos. E tão certo como existe Deus, e como existe a Verdadeira
Justiça, eu quero assistir, de camarote especial, o magnífico espetáculo da sua
estrondosa, pavorosa e definitiva queda. Okay? Boa sorte, querido. Beija-lhe a
sua:
Clô.
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