Desde quando aos sete (7) anos, com meu querido pai, que foi meu primeiro Mestre, aprendi a ler, sempre gostei de ler tudo, principalmente Poesia! As quais eram encontradas, lidas e admiradas por mim, nos Livros de Leituras escolares e nas Revistas Infantis daquela época (1947-1954): “O Tico Tico” e “Sesinho”, revistas estas que eram compradas para mim, por meu pai, mensalmente nas bancas de jornais e que continham várias Poesias de vários autores: Vicente Guimarães, Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Francisca Júlia, Gonçalves Dias, Bastos Tigre e eteceteras, e no jornal diário de meu pai “A Gazeta”, dos sábados, vinha a página literária que eu nunca deixei de ler, e foi por ela que, entre tantos outros, eu conheci “Fanatismo”, de Florbela Espanca e me apaixonei por ele, e por ela. E sempre, de tudo o que eu lia, a minha preferida, em primeiro lugar, era a Poesia. Eu sempre achei a Poesia algo celestial, divina, e seus autores, deuses, pessoas não terrenas como nós, mas excepcionais, sobrenaturais, transcendentais, de mundos superiores, de outras galáxias: - Como podem escrever assim? Diferente? Sentirem e falarem, sobre o que não está aqui, à nossa vista? E ficava o tempo todo, me indagando sobre isso. Nunca pensei, nem nunca me imaginei, que um dia pudesse fazer o que os seres especiais, extraordinários, extraterrestres, os POETAS, só eles, eram capazes de fazer: A POESIA! Se tivesse tido a capacidade de pensar como hoje, primeiro ia perguntar: - Imagina, quem era eu, para tal, e tanto privilégio?
E nisso, às vezes eu me pegava sentindo-me diferente do normal: algo me elevava o corpo, a cabeça, que se enchiam de algo indefinido, parecia ser um vento, um ar, algo, mas o quê? Eu ficava por algum tempo. Hora? Minutos? Segundos? Assim. E issos se iam embora. Só depois que eu também comecei a escrever, é que vi, que todos foram pessoas normais, mas com ligações ao transcendental, ou seja, ajudados por Ele. Muitas vezes isso aconteceu sem eu pensar, nem procurar, nem buscar nada. Até que uma noite, quando eu estava com 23 anos, ACONTECEU!!! Eu estava deitada, já pra dormir e o sono já se instalando, quando algo muito forte me despertou, me fez pular da cama, e ir em busca de um papel e caneta, e fiquei a passar para o papel destrambelhadamente tudo o que, sem esperar ou estar preparada, me vinham à mente; eram turbilhões infinitos de ideias diferentes e ao mesmo tempo, que desarvorada, assustada, desatinada, eu era obrigada a passar para o papel. Quando parou, e parei, que olhei já mais calma para esse papel, assombrada, vi e li: nele estava um Poema! O meu primeiro Poema! A quem dei o nome AVALANCHE. A segunda vez que isso se deu, foi um soneto: SOLIDÃO. Lógico, que não perfeitos ou completos. Seguiram-se outros, e todos vêm quando têm que vir, da mesma forma e do mesmo jeito, por eles mesmos, e como são, ou querem ser: se poemas, se sonetos, se com rimas, se livres, eles é que sabem de sis mesmos, como querem vir, e como se-me-lhes apresentam. Eu não interfiro em nada. Apenas os gravo e, se preciso, os corrijo.
Já devo ter escrito no mínimo três livros com 36 poemas e sonetos cada um. E mais um especial, que é um livro de um muito longo POEMA de Amor, que se chama ABERRAÇÕES. Por falta de recursos monetários de minha parte, nunca os publiquei. Também não tenho pressa. Um dia, mais cedo ou mais tarde, serão?... publicados. A minha parte, a minha obrigação, eu já fiz, e faço: escrevi-os, e escrevo-os, com todo o amor possível. A outra parte, a da edição e publicação, não é minha. – Serão?... = Todos ganharão. Ou, não?... = Todos perderão. Disto, pela minha ótica, eu tenho certeza.
Clotildes Costasampaio
Suzano, Monte Cristo, 12/06/07.
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