Você não.
Você nunca mais na minha vida.
Já te matei
E já me matei.
Aliás, para que eu te pudesse matar
Foi preciso que eu me matasse primeiro.
E aquela que morria por você
Aquela que morreu por você
Nada mais tem que ver
Com esta que está aqui agora.
Bem viva, bem feliz...
Que nada quer com você jamais.
E que sou eu.
E que estou tão completa.
Tão segura de mim.
Que não preciso e nem pretendo
Mais ninguém na minha vida.
Tenho oito amores especiais
Três homens e cinco mulheres.
Ou sejam: dois filhos, um neto, três filhas e duas netas.
E a humanidade inteira
Para eu amar, amar, amar
Até não poder mais.
Por isso estou repleta.
Sem vaga para nenhum aventureiro.
Mas, se de tudo,
Ainda eu for obrigada
A ter que arranjar um homem
Tenha a mais absoluta certeza
De que não será você.
Arranjo qualquer outro homem
Inda que seja “um qualquer coisa”
Menos você.
Pois qualquer coisa
Ainda é bem melhor do que você.
Clotilde Sampaio, sem data (entre 1990 e 1991).
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