Auade…
Quantas vezes,
Prostrada na penumbra,
Ladeando a nostalgia,
Meus lábios a tremer,
Fez murmurar teu nome…
Auade…
Quantos dias,
Na algema dos percalços,
Nas grades da agonia,
Dei mãos à persistência,
E te esperei debalde…
Auade…
Quantas noites,
Perdida no abandono,
Escrava do silêncio,
Deitei no teu olhar,
O meu olhar insone.
Auade…
Quantos sonos,
Deixei de adormecer,
Forçando-os não dormir,
Deixando funcionar
A mente só pra ti.
Auade…
Quantos sonhos,
Imaginei sonhar,
Tendo-te ao meu redor,
Constante ao meu prazer,
Mas meu, nada era meu.
Clotilde Sampaio
Brás, SP, entre maio de 1963 e início de 64.
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