quinta-feira, 13 de novembro de 2014

10/06/98 – Suzano - quarta – Clô - MINHA VÓ

102) Jussara e Mauro foram ao aeroporto buscar Vitória e Vera, que chegaram em Cumbica às 21:30 h, e aqui em casa + ou – 22:30. Foi ótimo depois de tanto tempo sem nos rever, estarmos juntas de novo mãe-filha. Vitória está lindíssima, mais adulta, e com aqueles ares de civilização européia: comentando sobre Lisboa, Madri, Paris... por enquanto! Verinha, aquela grande simpatia de sempre, baianérrimas ambas. Saíram cedinho, + ou – 7 horas, para irem à Faculdade com a Jussara e passaram todo o dia lá em Jussara assistindo o 1º jogo da Copa hoje. Me convidaram para ir lá também, não tive vontade de ir. De antemão já sei como tudo iria decorrer. Principalmente se a . . . . . . . . . . . . . estiver presente, aí é que estraga tudo mesmo. Deixem todos se esbaldarem sem a minha presença que, já não lhes faz falta nenhuma, e até já é muito demais. Aliás, todos eles já estão vivendo como se eu já tivesse deixado de existir. Falam em mim, e me visitam às vezes, só por mera formalidade. Para não ficar sem fazer nada, fui em Dona Maria, conforme já lhe havia prometido. Fiquei lá, fingindo que era pela Copa. Mas o que eu gosto mesmo nessas ocasiões, é a companhia de várias pessoas juntas, homens, mulheres, todos animados, torcendo, e vem cerveja! E vem conversa! E vem animação! Eu mesma não torço nada, mas gosto da companhia das pessoas, e da alegria da farra. Como não veio ninguém (Sandro, Toninho, Joãozinho Mirreis, etc) e só ficamos nós duas e a criançada dela e minha, não teve graça. Mas foi bom para na próxima eu não perder o meu tão precioso tempo com este tipo de futilidades.

103) Trouxeram-me vários presentes: quadrinho do Pelourinho com a nossa primeira casa lá, a do Largo do Pelourinho nº 16, apto 11, um bibelô, tipo biscuí, delicadinho, uma gracinha, de porta chaves, que Vitória me deu. Dois cobertores baianos da campanha que Vitória disse que Dona Arlette Magalhães lhe deu e ela trouxe. Mais umas vasilhinhas e colherinha do vôo da TAM em que vieram, + um joguinho de brincos e correntinha com medalhas (Vera me disse que banhados a ouro) lindíssimos que Verinha me deu. Mas o presente mais valioso de todos que recebi ou que poderia receber foi este belíssimo e profundíssimo poema que João Vitor escreveu para mim, e que, por intermédio da sua mãe me mandou.

                              MINHA VÓ

Minha Vó é uma pessoa bonita
Ela é amiga
E também corajosa.

Minha vó é a pessoa que eu mais gosto
Que eu mais amo
E de que eu mais me orgulho.

Esta é minha vó,
Não só minha vó,
Mas também minha segunda mãe
É seu nome Clotilde.

Hoje chove.
Mas não há motivo para fazer sol
Porque eu estou aqui:

Fui condenado a ficar aqui pelo destino
Longe da minha Vó
E de onde nasci.

Longe de onde gostaria de estar
E fico na esperança
De morar perto da senhora.

                         João Vitor Régis Sampaio
                     Terça-feira, Salvador, 09 de junho de 1998.



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