para Aoud Id
Dez e quarenta... Iníqua terça-feira!...
Recaio. E telefono para Auade.
“- Já não está. Se foi para a cidade.
Hoje? Não volta mais. Pois, costumeira-
Mente, sempre ele passa lá por toda a tarde.”
E eu me lembrei das outras terças-feiras...
Às tardes...! Quando ele vinha pra cidade
Somente pra passá-las à minha beira...
Deixa pra lá! Pra quê lembrar besteiras
Que já passaram? E, se pra mim passaram,
Pra ele, não! E, por mais que ele fuja
Mais se enlameiam em suas lameiras.
Pois, do encontrar de um sujo com uma suja
Que poderão fazer, senão, sujeiras?
Clotilde Sampaio
Poá,
SP, 1984.
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