Ai ! Esta sensação de assombro, espasmo, espanto !
Que inebria, entorpece, aniquila, e corroe. . .
É que eu te amo tanto, tanto, tanto !
Mas tanto, tanto, tanto, tanto, tanto !
Te amo você tanto, que até dói ! . . .
. . . Vazio e solidão que me consomem
Nesta saudade que tem bem de quê :
É que eu não vejo os outros homens. Eu vejo um HOMEM.
Um HOMEM que supera os Super-Homens.
E eu só quero esse HOMEM, Amor, : - VOCÊ !
Estou te pedindo, mas, com voz de mando :
Vem, meu Amor. Vem já para os meus braços !
Pois, bem feliz, eu só me enxergo quando
Você ocupa todos os meus espaços !
Dia após dia, eu endoideço. Enquanto,
Aguardo o instante de rever você.
Tuas lembranças me obcecam tanto,
Que até lhe chamo Obceção com c.
Todo o poder do meu próprio comando
Vem de eu me dar esta filosofia :
Prefiro o amor de um DEUS de vez em quando,
Que os de um homem comum todos os dias.
E . . . Ah ! Quem me dera ! (Estarei ousando ? . . .
Sendo pretensa ? . . . Ou, mesmo, profanando ? . . . )
O amor de um DEUS . . . neste Olimpo – Bahia !
Clotilde Sampaio
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