Embora exista um outro alguém
Que me deseje com ardor,
Nunca, jamais, e a mais ninguém
Darei daquele mesmo amor
Que dei um dia para ti
Com toda alma e coração.
E, em troca, apenas recebi
Desprezo, dor, desilusão.
Jamais terei, por mais ninguém
Daquele amor que te ofertei.
Jamais darei, pra mais ninguém,
Amor igual, ao que te dei.
E embora exista, um outro alguém
Que me deseje com ardor,
Que é bom, e sei que me quer bem,
Não tenho mais do mesmo amor.
Clotilde Sampaio
São Paulo, 1967.
Nenhum comentário:
Postar um comentário