LXI – 05/12/85 – quinta-feira - Jardim Monte Cristo, Suzano, SP.
1) Hoje Lilinha repetiu sua melhor proeza: derrubar o fogão. Caiu desta vez sobre as perninhas dela. Sorte que não aconteceu nada. Graças a Deus ela sempre tem sorte. Mas chorou. E ficou meio assustada. Fez aquela bagunça. O café com leite e o resto de água do banho de folhas dela, se espalharam pelo chão, por todo lado. E o jeito foi mesmo eu ter que lavar toda a cozinha, querendo ou não querendo.
LXII – 06/12/85 – sexta-feira
1) Afinal, toca que apito? O Capitão Expedito? Acordei e estou toda hora com estas duas frases (Talvez origem de uma nova poesia que está querendo sair, quem sabe? Logo veremos) perturbando a minha mente. Por que será, se o Capitão Expedito, com relação a mim, já era?
2) Recebi o livro “A festa dos meus Olhos” poesia do escritor Roque Luzzi. Anteontem ele me prometeu pelo telefone que me mandaria pelo correio um de seus livros. Cumpriu rápido. Pôs no correio ontem e já hoje chegou. Não vi nada demais no livro. Versinhos primitivos, piegas que perfazem um livrinho custeado pelo próprio autor apenas para satisfazer o seu ego de escritor e poeta. Aliás, pseudo escritor e pseudo poeta. Mas foi muito gentil e muito simpático. Vale por isto. Só por isto. Porque de méritos, não vi nada. Mas quero conhecê-lo melhor. Preciso conhecer estes intelectuais. Assim, ficará mais fácil minha entrada no meio deles.
3) Passei a tarde toda tomando aquele sol. Quero fica bem preta para que o Aoud acredite que realmente que eu estive em Salvador.
Clô
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