Não há mulher nesta vida
Que não lembre o seu passado.
Uma por ser mal querida
Outra por ser bem amada.
Uma por ser aplaudida
Outra por ser desprezada.
Uma por ser moça e forte
Outra por ser decadente.
Uma por ser bela e rica
Outra por ser penitente.
Uma por gozar saúde
Outra por só ser doente.
Já fui ligeira correndo,
Já fui alegre cantando,
Falei com Cristo dormindo,
Já subi ao Céu sonhando.
Fui juventude sorrindo,
Hoje sou triste, chorando.
Clotilde Sampaio
Brás, São Paulo, 1963. (livro cinza encadernado)
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