Levantei-me às 6:30 h, chamei o João, ele saiu. Deitei-me
outra vez, pois estava fazendo um pouquinho de frio. Comecei a ler as
Antologias Poéticas do Carlos Drummond e exaltá-lo para o Ita, a Jussara e a
Vitória a não mais poder. Depois que cansei-me de ler, falei para o Ita: no dia
em que você for um poeta como este, Ita, eu vou ter muito orgulho de você.
Respondeu-me prontamente ele: “eu não vou ser poeta nunca. E se eu for lixeiro
por acaso?”. Bem, você pode ser o que quiser. O mais importante é que você seja,
em primeiro lugar, um homem de bem, falei. “É sim, vou ser lixeiro mesmo. Um
lixeiro de primeira classe e a senhora vai se matar de orgulho de mim”.
Clô
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