domingo, 14 de setembro de 2014

27/04/78 – quinta-feira – 10:30 h.

Levantei-me às 6:30 h, chamei o João, ele saiu. Deitei-me outra vez, pois estava fazendo um pouquinho de frio. Comecei a ler as Antologias Poéticas do Carlos Drummond e exaltá-lo para o Ita, a Jussara e a Vitória a não mais poder. Depois que cansei-me de ler, falei para o Ita: no dia em que você for um poeta como este, Ita, eu vou ter muito orgulho de você. Respondeu-me prontamente ele: “eu não vou ser poeta nunca. E se eu for lixeiro por acaso?”. Bem, você pode ser o que quiser. O mais importante é que você seja, em primeiro lugar, um homem de bem, falei. “É sim, vou ser lixeiro mesmo. Um lixeiro de primeira classe e a senhora vai se matar de orgulho de mim”.
                                                                  Clô

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