sábado, 13 de setembro de 2014

ZERO A ZERO

    
E pensar que eu me vi a me ver
Sendo muito, muito, muito, amada
Por você, Sol e Céu do meu ser...
Foi um sonho. E findou sendo nada.

E pensar que eu temi o temor
De saber-me por tantos, amada
Sem poder a ninguém dar amor...
E foi este o placar da jogada.

Mas...Contenho-me. E estou contida.
No sonhar que jamais se realiza
No temor que se concretizou:

Eu que fui tão amada! Na vida,
Nunca amei a ninguém que me amasse...
Só amei a quem nunca me amou.

                                 Clotilde Sampaio

                                                Imperador, Suzano, 1979

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