Aoud,
Amor,
Aquele beijo teu, querido,
Que puseste em meu rosto,
Receoso a temer, ansioso e comovido,
Não olvidei jamais. E, se tenho desgosto,
Lembro-me do teu beijo... e o resto é esquecido.
O outro beijo ardente, que em meus lábios deixaste,
Guardo-o discretamente, como sei que o guardaste.
E, se a vida me rouba afagos e ternuras,
Forçando-me a sorver as taças de amarguras,
Não me ponho a clamar, em ânsias de desejos.
Recordo-me de ti... e esqueço as desventuras,
Relembrando a doçura dos teus beijos.
A tua,
Só tua:
Clô
Suzano, 25 de maio de 1980. (domingo)
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