Largo do Pelourinho, 21/02/1991. Quinta-feira – 10:30 horas.
Meu querido (Amigo?) aqui está o esqueleto de um poema, ou melhor, de um soneto, que você, ou seja, meu te lembrar, inspirou-me escrevê-lo todo, entre 8:40 às 10:30 horas desta manhã. Mando-lhe só como está, ou seja, ao bruto, ainda sem qualquer lapidação, (só porque estou com muita vontade de falar contigo, o quanto antes) o que, de fato, sei que acontecerá com mais tempo e, então, lhe mandarei o definitivo, sim? Por enquanto, perdoe-me.
À QUEM... “JÁ ME NEGOU TRÊS VEZES”.
“TU ME NEGARÁS... TRÊS VEZES”?...
E... “TU (?...) ME NEGARÁS... TRÊS VEZES ?...”
(Para o Dr. Pedro do Nascimento)
“Pedro, és pedra.” – E... Ah! Quem me dera!
Sobre a pedra rara que és
Edificar... (Não quimeras
Mas) Templos!... (Pras minhas... Fés!
Que após... tantas primaveras
Dispersas, sem DEUS... sem Sés...
Necessitam-se, ser feras
Contra os mais... que vêm-me... aos pés).
Sinto-me tão bem (contigo)!...
E admiro em ti, mau Amigo,
Tuas Classe!... Postura!... E... Calma!...
Fico feliz... (se te avisto)
Com o olhar... digo-lhe: (e é quase isto,
Que, ao pescador disse o Cristo,
- Pedro, vem pescar... minha alma!...
Clotilde Sampaio
OBS: Neste grande papel de embrulho branco dobrado, proveniente do Mercado ou Supermercado Paes Mendonça, foram encontrados vários sonetos da autora reescritos a saber:
ENIGMA – escrito no Politeama, SSA, 09/04/85, terça-feira.
FUNÉREO – Politeama, SSA, 13/04/85.
TESTEMUNHA DE JEOVÁ – Monte Cristo, Suzano, SP – 28/04/85, domingo.
RELEMBRANÇAS – Brás, SP.
POR ENQUANTO – Monte Cristo, Suzano, 22/09/85, domingo.
LIMITAÇÃO – de Edilson Bahia para Clô, 22/09/86, terça-feira.
LIMITAÇÕES – de Clô para Edilson, Monte Cristo, 29/09/86.
PAGAR TÃO CARO... POR TÃO POUCA COUVE? – Nova Mogi, Mogi, SP, 05/05/88.
E... TU (TAMBÉM) ME NEGARÁS... TRÊS VEZES?... - Largo do Pelourinho, SSA, 21/02/1991, quinta-feira, entre 8:40 a 10:20 h)
*** a maioria dos poemas ela assina CLOTY... SAMPAHIA.
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