terça-feira, 11 de abril de 2023

LIMITAÇÕES

             LIMITAÇÃO – Edilson Bahia 

 

                      Para Tida, tida, na hora da partida (Salvador, 22/09/86)

 

Não posso ser um porto

Para quem todos os portos estão abertos

Mas posso ser o escaler que na hora H

Possa estar por perto.

 

Não posso ser um sol

A orientar-lhe pelos caminhos tristes

Mas o sol que, mesmo ausente, ilumina e aquece

Só por sabermos que ele existe.

 

Não posso ser uma caravana

A comboiar-lhe pelas tormentas

Nos desertos do viver!

 

Mas posso ser o oásis

Que se materializa a qualquer momento

Revigorando e reacendendo você.

 

 

                          LIMITAÇÕES

 

            Para o Poeta Edilson Bahia

               (respondendo ao seu soneto dedicado a mim “LIMITAÇÃO”)

 

...Limitação? ...Se apenas fosse uma...

Mas quantas! E em dimensões... Infinitas!

Que... te limitam... e assim... me limitas.

Ao ponto, de eu me ver... - Coisa Nenhuma.

 

Dos píncaros, da minha ignorância...

Não, não consigo distingui-las... bem.

- São filhas da Humildade?... Ou, do Desdém?...

Ou... abortos criminosos da Arrogância?...

 

...Sejam... quem for. – Fico no meu lugar.

Não forço situações. Por mais que queiras,

Não posso me vender... nem te comprar.

 

Limitações... – eu nelas passageira...

O nada... e, só?... – Impossível aceitar:

O meu amor é AMOR! Não tem fronteira.

 

                                               Clotilde Sampaio

 

                                           Suzano, Monte Cristo, 29/09/1986.

 

 

 

 

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