LIMITAÇÃO – Edilson Bahia
Para Tida, tida, na hora da partida (Salvador, 22/09/86)
Não posso ser um porto
Para quem todos os portos estão abertos
Mas posso ser o escaler que na hora H
Possa estar por perto.
Não posso ser um sol
A orientar-lhe pelos caminhos tristes
Mas o sol que, mesmo ausente, ilumina e aquece
Só por sabermos que ele existe.
Não posso ser uma caravana
A comboiar-lhe pelas tormentas
Nos desertos do viver!
Mas posso ser o oásis
Que se materializa a qualquer momento
Revigorando e reacendendo você.
LIMITAÇÕES
Para o Poeta Edilson Bahia
(respondendo ao seu soneto dedicado a mim “LIMITAÇÃO”)
...Limitação? ...Se apenas fosse uma...
Mas quantas! E em dimensões... Infinitas!
Que... te limitam... e assim... me limitas.
Ao ponto, de eu me ver... - Coisa Nenhuma.
Dos píncaros, da minha ignorância...
Não, não consigo distingui-las... bem.
- São filhas da Humildade?... Ou, do Desdém?...
Ou... abortos criminosos da Arrogância?...
...Sejam... quem for. – Fico no meu lugar.
Não forço situações. Por mais que queiras,
Não posso me vender... nem te comprar.
Limitações... – eu nelas passageira...
O nada... e, só?... – Impossível aceitar:
O meu amor é AMOR! Não tem fronteira.
Clotilde Sampaio
Suzano, Monte Cristo, 29/09/1986.
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