sexta-feira, 17 de outubro de 2014

POEMA DO POEMA


Nem sei sobre o quê, aqueles
Poemas que li em sonhos
Sociais, reais, vertiam
E era lê-los e secá-los.
Achei um, demais esplêndido
Bem ao molde do que eu gosto.
Me levou para o infinito
Do mais misterioso abismo
Me elevou para as alturas
Daquele Céu que é o mais alto
Leve, limpo, e livre Céu.

Acordo, e não me recordo
Dos detalhes da Beleza
Cuja essência impregnou
Minha consciente inconsciência
Com a qual este poema
Vem do poema do poema
Que eu li no sonho que tive
Mas não sei de quem seria:
Se de alguém desconhecido (?),
De mim mesma (?), ou, da Poesia (?).

           Clotilde Sampaio

                    SP, Suzano, Monte Cristo, 02/07/87 – quinta-feira



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