Nem sei sobre o quê,
aqueles
Poemas que li em
sonhos
Sociais, reais,
vertiam
E era lê-los e secá-los.
Achei um, demais esplêndido
Bem ao molde do que eu
gosto.
Me levou para o
infinito
Do mais misterioso
abismo
Me elevou para as
alturas
Daquele Céu que é o
mais alto
Leve, limpo, e livre Céu.
Acordo, e não me
recordo
Dos detalhes da Beleza
Cuja essência impregnou
Minha consciente inconsciência
Com a qual este poema
Vem do poema do poema
Que eu li no sonho que
tive
Mas não sei de quem
seria:
Se de alguém desconhecido
(?),
De mim mesma (?), ou,
da Poesia (?).
Clotilde Sampaio
SP, Suzano, Monte Cristo, 02/07/87 – quinta-feira
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