Beleza, viço, juventude e graça...
Em anos idos, tive. E a um só vampiro
Tudo entreguei. E... como o tempo passa
Resta-me apenas hoje esta carcaça
Na qual desfilo plenamente às traças
Por onde outrora arrebatei suspiros.
Amores, sonhos, ilusões, conforto...
Frases bonitas, sem valia alguma...
Sobreviventes de um passado morto?
Restei eu só. Mas... nem mais chego a uma
Mulher. Porque o que eu quis... já não existe.
E o que pensei e fiz... mais nada vale.
Por isso, é bem melhor que eu nem me embale
Na espera de que o amor me reconquiste...
Pois, o que eu fui... já não sou mais.
O que foi bom... ficou pra trás.
E o que passou... não volta mais.
Clotilde Sampaio
Monte Cristo, Suzano, SP, 1974
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