(“Horizontes fechando os olhos
ao espaço em que são elos de ferro...
Portões vistos longe...
Através de árvores... tão de ferro!”)
FERNANDO PESSOA
Pelo que está... me dizer
Meu captar... perspicaz
Não vou nunca mais te ver.
Nem vais me ver... nunca mais.
Mas... se o contra... surpreender
Iremos... ao nosso encontro?
E se acaso... acontecer
De um de nós... passar do ponto?
Estou... “viva”. E vivo... estás.
Mas... ter fôlego... é tão fugaz
Que se expira... a qualquer hora.
E o que inda tiver que ser...
- Por que deixar o colher
Se... o não plantarmos... – agora?
Clotilde Sampaio
Monte Cristo, Suzano, SP, 09/10/1987.
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